leitura intuitiva
Cada signo tem um planeta responsável por ele, como um dono da casa. Saber isso ajuda a entender para onde olhar quando você quer aprofundar um assunto.
O que é regência
Regência é a relação entre um planeta e um signo. Diz-se que o planeta rege o signo, ou seja: ele é o 'dono' daquele território e tem afinidade natural com ele.
Quando um planeta está no signo que rege, diz-se que está em domicílio: funciona com mais facilidade, como quem está em casa. O Sol em Leão e a Lua em Câncer são os exemplos mais conhecidos.
Quem rege quemNa contagem tradicional, sete planetas governam doze signos — então alguns regem dois.Toque para aprofundar
Na contagem tradicional, sete planetas governam doze signos — então alguns regem dois. Mercúrio rege Gêmeos e Virgem; Vênus rege Touro e Libra.
Sol rege Leão, Lua rege Câncer, Marte rege Áries e Escorpião, Júpiter rege Sagitário e Peixes, Saturno rege Capricórnio e Aquário.
Por que três signos mudaram de donoDepois que Urano, Netuno e Plutão foram descobertos, a astrologia moderna passou a atribuir a eles os signos de Escorpião, Peixes e…Toque para aprofundar
Depois que Urano, Netuno e Plutão foram descobertos, a astrologia moderna passou a atribuir a eles os signos de Escorpião, Peixes e Aquário, que antes eram de Marte, Júpiter e Saturno.
As duas versões circulam hoje. Não é que uma esteja errada: são convenções diferentes, e cada leitura precisa escolher uma e ser coerente com ela.
O que estudar depoisSiga para dignidades, que usa a regência para avaliar se um planeta está em casa ou em terreno estranho.Toque para aprofundar
Siga para dignidades, que usa a regência para avaliar se um planeta está em casa ou em terreno estranho. Depois, leia o panorama dos planetas para ver cada regente junto com sua função e seu ciclo.
Por trás desta leitura: A regência tradicional dos sete planetas é antiga; as regências de Urano, Netuno e Plutão são atribuições modernas, feitas depois das descobertas.
leitura técnica
Regência é a relação de governo entre planeta e signo. Inclui domicílio e exílio na tradição e diverge entre escolas nos signos atribuídos aos planetas modernos.
Tabela de regências
Regências tradicionais e modernas, com o exílio correspondente. O exílio (detrimento) é o signo oposto ao domicílio: ali o planeta opera em território que não é seu.
- Áries — Marte. Exílio: Vênus.
- Touro — Vênus. Exílio: Marte.
- Gêmeos — Mercúrio. Exílio: Júpiter.
- Câncer — Lua. Exílio: Saturno.
- Leão — Sol. Exílio: Saturno.
- Virgem — Mercúrio. Exílio: Júpiter.
- Libra — Vênus. Exílio: Marte.
- Escorpião — Marte (tradicional); Plutão (moderna). Exílio: Vênus.
- Sagitário — Júpiter. Exílio: Mercúrio.
- Capricórnio — Saturno. Exílio: Lua.
- Aquário — Saturno (tradicional); Urano (moderna). Exílio: Sol.
- Peixes — Júpiter (tradicional); Netuno (moderna). Exílio: Mercúrio.
Dispositor: o uso mais produtivo da regência
O dispositor de um planeta é o regente do signo em que ele está. Se Vênus está em Gêmeos, seu dispositor é Mercúrio. A posição de Mercúrio no mapa mostra, então, 'para onde' a função venusiana se dirige.
Encadear dispositores — do planeta ao regente do seu signo, e assim por diante — revela o centro de gravidade do mapa.
Quando a cadeia volta a um planeta que já apareceu, tem-se um ciclo; quando termina num planeta em domicílio, esse planeta costuma ser um ponto forte da estrutura.
Recepção mútua
Há recepção mútua quando dois planetas estão cada um no signo regido pelo outro: por exemplo, Vênus em Gêmeos e Mercúrio em Touro. Na tradição, isso cria um vínculo forte entre as duas funções, como se trocassem de lugar.
A recepção por exílio e por outros vínculos também é considerada em algumas escolas, com efeito mais fraco. A técnica deve ser declarada e aplicada de forma consistente.
Divergências entre escolas
A divergência central está nos três signos dos planetas modernos. Ela tem consequência prática imediata: se Escorpião é regido por Marte ou por Plutão, o dispositor de todos os planetas em Escorpião muda — e a leitura muda junto.
A Biblioteca adota o seguinte critério: apresenta as duas atribuições, identifica a origem de cada uma e não mistura os esquemas dentro de uma mesma leitura.
Síntese interpretativa
Use regências para localizar o responsável por cada área do mapa e para encadear dispositores. Declare sempre se a leitura é tradicional ou moderna: é o único modo de uma análise por regência permanecer coerente.
Nota metodológica: A regência é uma das técnicas mais antigas da astrologia; as regências modernas são convenções posteriores a 1781, 1846 e 1930.
Regências na análise profissional: relação de governo entre planeta e signo. A análise profissional declara o esquema (tradicional ou com planetas modernos) e usa o regente como fio condutor da casa — sem confundir regência com dignidade calculada.
Auditoria do método
Regência é a relação de governo entre planeta e signo, com domicílio e exílio na tradição e divergências nos signos dos planetas modernos.
Na análise profissional, a leitura declara o esquema adotado e segue o regente da cúspide para ligar a casa ao resto do mapa. Dispositor e recepção são usos derivados da regência e entram como recurso declarado.
- Esquema de regências declarado (tradicional/moderno).
- Regente da cúspide: casa e aspectos.
- Cadeias de disposição (recurso declarado).
- Recepção mútua (recurso declarado).
Rastreabilidade e limites
O motor calcula a regência a partir do esquema adotado e a posição do regente. Ele não calcula dispositor final, recepção nem almuten automaticamente: esses itens, quando usados, são nomeados como recurso externo.
Nota de análise: Regência é calculada pelo esquema adotado; dispositor, recepção e almuten não são calculados automaticamente.